Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo, assim dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de sua casa. Ao voltar do trabalho se atrasou porque havia esquecido que era dia do aniversário de 15 anos de casamento assim teve que correr a uma floricultura. Levando um buquê de rosas chegou próximo da janela de sua casa, quando se assustou com o que viu. Surpreso, ficou com o coração na mão e sem reações, já não conseguia pensar em nada teve uma parada respiratória, quase caiu de tontura, agachou e sentou na calçada no meio da multidão onde passava se despercebido. Ali olhava ainda a cortina da janela se movimentando com o vento, que ele não sentia mais tocar sua pele. O pequeno feixe de luz que saia da sua sala de jantar iluminava parte de seu rosto, chegando a cegá-lo.
Com sua fraqueza e com o apoio de seu guarda-chuva tentava levantar, foi um mero fracasso. Começou a chorar de desespero quando a rua ficava vazia, sua lágrima junto do fino chuvisco já não se distinguia. Alguns minutos, parado daquele modo pareciam uma eternidade. Quando ouviu se passos vindo em sua direção, uma pessoa com vestes negras na escuridão da noite chuvosa dificultava a visão do rosto, que naquele instante era insignificante, pois Dario fora ignorado pelos passos do desconhecido apressado.
Na manhã seguinte um lindo arco-íris cobria a cidade e a comunidade se reunia vizinhos, amigos, parentes, colegas de trabalho, todos na casa de Dario consolando a esposa que junto de um velho desconhecido chorava oceanos de muita tristeza, aonde ali no centro da sala sobre um caixão havia lindas rosas vermelhas. Acontecia um velório de um rapaz romântico que amava demais sua esposa.




